Rotina de Limpeza no Consultório: Como se organizar?

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Estabelecer uma rotina de limpeza eficaz no consultório é uma obrigação de todo cirurgião dentista e uma medida de segurança para os profissionais e pacientes. 

Considerando que vivemos tempos de pandemia, os cuidados com a higienização devem ser intensificados.

O risco de contaminação no ambiente odontológico é alto, pois é necessário ter comunicação face a face com o paciente, examinar e ter contato com sua boca, saliva, sangue e demais fluídos. 

Vale ainda destacar que alguns equipamentos odontológicos produzem gotículas e aerossóis. 

É imprescindível para garantir um ambiente asseado e seguro a limpeza e desinfecção de ambientes e equipamentos de trabalho.  Durante e depois de cada atendimento. 

Destaca-se, que a limpeza de um consultório odontológico pede uso de produtos de específicos, determinados pelo Conselho Federal de Odontologia.

Se você tem dúvidas sobre como higienizar seu consultório, confira os próximos tópicos, pois neste artigo tratamos das questões essenciais relacionadas ao tema e passamos dicas úteis.

Prossiga na leitura!

Organização de uma rotina de limpeza de consultório odontológico

O primeiro passo para iniciar a organização da higienização de seu consultório é definir:

  • Os produtos a serem utilizados para o trabalho;
  • Os ambientes a serem limpos;
  • Quando e a frequência em que serão asseados;
  • A periodicidade da limpeza geral.

Definindo essas questões, o próximo passo será estabelecer protocolos de rotina de limpeza para cada ambiente e ocasião. 

Os produtos recomendados 

Como informado no começo, os produtos de higienização a ser aplicados em consultório odontológico são específicos, portanto, não serão necessariamente os mesmos utilizados em ambientes domésticos. 

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) recomenda os seguintes agentes de desinfecção:

  • Álcool (70%);
  • Hipoclorito de sódio a 1%.

Atente-se que antes de usar os produtos de limpeza citados acima o local a ser higienizado precisa ser limpo previamente. 

Em superfícies com sujeira visível, passe toalha de papel com água ou detergente.

Evite usar o álcool em materiais como borrachas, acrílicos e plásticos. Esses materiais podem ficar amarelados ou endurecer.

O uso da glucoprotamina e detergentes enzimáticos

Outro produto recomendado pelo CFO para rotina de limpeza de consultório é a glucoprotamina. Ao contrário dos produtos anteriores, ele pode ser usado antes de uma higienização prévia, pois limpa e desinfeta simultaneamente.

Já o detergente enzimático é diferente dos modelos comuns. O seu pH é neutro, não é corrosivo e não causa irritações na pele. Ainda tem a vantagem de ser biodegradável.

Pode eliminar fungos, bactérias e outros organismos indesejados que se instalam nas paredes e no chão do consultório.

Para aplicá-lo, dilua de 3 a 5 ml em um litro de água e depois borrife a mistura nas superfícies. Esfregue com um pano ou rodinho.

Importante que a equipe de limpeza esteja equipada com avental impermeável, luvas de borracha e de látex. Esses são materiais protegem a pele. 

Dica extra

Uma dica para tornar o trabalho de desinfecção mais rápido e prático é optar pelos lenços umedecidos a base de quaternário de amônio. O material pode ser aplicado diretamente em superfícies.

Além de ser uma solução mais prática para limpar determinadas áreas e equipamentos do consultório, o material proporciona também economia de gazes, papéis e algodão. 

Limpeza geral e segmentada

A rotina de limpeza precisa ser dividida basicamente em duas etapas:

  • Geral, compreende a limpeza de todos os setores do consultório. Por ser completa e minuciosa, leva mais tempo. Por isso, precisa ser planejada de modo a não atrapalhar a agenda de atendimento e nem oferecer transtornos aos pacientes.
  • Segmentada: asseio de determinadas áreas do consultório que devem ser limpas com mais frequência, ou até diariamente a depender da movimentação diária de clientes.

Limpeza geral

A periodicidade da limpeza geral do consultório fica normalmente condicionada ao fluxo de pacientes que o estabelecimento recebe. 

A lógica é a seguinte: quanto maior for o fluxo de pessoas e de procedimentos realizados, menor deve ser o intervalo entre uma limpeza geral e outra.

Rotina de limpeza do consultório

Agora tratando da rotina de limpeza do consultório. O espaço precisará ser limpo, ainda que não profundamente, sempre que um paciente for atendido.

Depois do atendimento, deixe a sala com portas e janelas abertas por no mínimo 15 minutos para receber ventilação. 

Após esse período, recolha todos os resíduos gerados durante o atendimento. 

O protocolo é inequívoco: todos os materiais descartáveis devem ser colocados em lixo infectante. As peças de mão e instrumentais devem ser encaminhadas ao expurgo para serem submetidas aos processos de desinfecção e esterilização. 

Prepare uma solução de limpeza e armazene-a em um borrifador. Disperse-a sobre superfícies e esfregue com um pano. Priorize a cadeira odontológica, mesas e bancadas.

No final do dia

É interessante adotar uma rotina de limpeza para o final do dia, encerrado o atendimento aos clientes. Essa medida tem como benefício deixar o ambiente em condições de ser usado no dia seguinte, logo pela manhã, e impede que o biofilme se espalhe.

Comece a rotina de limpeza no final do dia fazendo a antissepsia de todas as superfícies de contato. Em seguida, retire da sala todos os protetores descartáveis e borrife a solução de limpeza nas superfícies, com auxílio de um pano.

Banhe os instrumentos de trabalho em um recipiente com detergente enzimático. Para evitar a proliferação de bactérias é importante fazer a limpeza das mangueiras. 

Rotina de limpeza em áreas de uso comum

Sala de espera e banheiros também precisam dos cuidados constantes da equipe de limpeza para assegurar um ambiente apresentável e seguro. A higienização segue o padrão adotado em residências e comércios.  

Alguns detalhes extras em razão da pandemia:

  • Ponha um tapete desinfetante na entrada da clínica para os clientes limparem os pés; 
  • Mantenha o ambiente ventilado com portas e janelas abertas;
  • Para evitar riscos de contaminação, restrinja ou controle o uso de objetos a ser compartilhados por pacientes como canetas, pranchetas e telefones;
  • Separe as cadeiras de modo que mantenham 1 metro de distância.

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